Campanha do Unicef quer alertar sociedade sobre impacto do racismo na infância

Uma das ações mais importantes lançadas neste ano a favor das crianças foi o lançamento da campanha de combate ao racismo do Unicef (Fundo das Nações Unidas para a Infância), no final de novembro, como parte da celebração dos 60 anos de sua atuação no Brasil.

A campanha nasceu para mobilizar a sociedade brasileira para a necessidade de assegurar a equidade e a igualdade étnico-racial desde a infância. Uma missão que chama para si família, governo, sociedade e, claro, escolas.

A idéia é orientar os adultos sobre como tratar o tema da diversidade com as crianças e evitar que o preconceito se perpetue, quebrando o círculo vicioso do racismo. Implica valorizar as diferenças, promovendo a igualdade de tratamento e oportunidades para cada menina e menino.

A campanha pretende beneficiar as 31 milhões de crianças negras e 150 mil indígenas que vivem hoje no País. Os números mais recentes da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (Pnad), do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), mostram que as crianças negras e indígenas são mais vulneráveis em diversos aspectos. Mais de 60% da população de 7 a 14 anos que não frequenta a escola são negros. O índice de mortalidade infantil entre os indígenas é duas vezes maior do que a taxa nacional: 41 mortes para cada mil nascidos vivos contra 19/1000 no total da população.
A campanha terá duração de um ano e pode ser acompanhada pelo blog www.infanciasemracismo.org.br. Ali também estão as orientações para quem quiser participar.

E se você ficou interessado, veja aqui as 10 maneiras de contribuir para uma infância sem racismo e lidar com essa questão.